Oi meus amores, tudo bem?
Recentemente conheci o trabalho da fotografa Julien Mauve, um de seus projetos é o Hopeless Romantic, nele ela clicou as fases que teoricamente todos os casais passam. Achei o trabalho dela incrível e fiquei com muita vontade de escrever uma história baseada nessas fotografias. Daí surgiu a ideia, criar um conto baseado nas fotos. Será que consigo?
A ideia é que o post seja semanal, todas as quartas de preferência. Vamos lá?
A ideia é que o post seja semanal, todas as quartas de preferência. Vamos lá?
Mais uma história de amor
Cap. 1
- A biblioteca grande e empoeirada.
Era só mais uma manhã fresca e eu como de costume tinha uma
lista imensa de coisas para fazer. Entregar a correspondência do vizinho
que por engano alguém deixou na minha porta, comprar pão e leite, levar as
roupas para a lavanderia e ir para a biblioteca.
Eu
poderia estudar no meu quarto, mas nunca gostei, desde que entrei na NYU aquela
biblioteca tinha se tornado meu segundo lar. Apensar do barulho promovido por
um ou outro engraçadinho, era lá onde eu realmente conseguia me concentrar e focar
nos infindáveis livros solicitados pelo Sr. Martin - meu professor de artes.
- Bom dia Kristin!
- Bom dia Dominick - Respondeu a simpática bibliotecária. -
Aceita bolinhos?
- Kristin! Você sabe que não é permitido lanche por aqui
- Sorriu.
- Shhhhh! É um segredo só nosso. - Disse Kristin escondendo os
bolinhos em baixo de sua mesa.
-
Você não tem jeito mesmo.
Claro
que ela não passaria por cima das regras centenárias da biblioteca na frente de
qualquer um, mas Dominick era
"de casa" então estava tudo certo.
As
mesas grandes e imponentes, de madeira maciça, brilhavam sem ao menos dar
sinais que estavam ali a mais de 100 anos. Eram milhares de livros – muitos bem
empoeirados por sinal – a disposição. Tudo aquilo acolhia Dominick de uma forma singular. E era lá que ela ficava
praticamente todos os dias.
Após consultar inúmeros
livros ela resolveu acompanhar Kristin
em sua pausa para o lanche, embora ela já tivesse lanchado durante todo o dia.
Foram 15 minutos de conversa, era só para “esticar as pernas” mesmo. De volta a
sua mesa Dominick percebeu eu embora houvesse dezenas de mesas vazias havia um
rapaz sentado perto do lugar onde ela estava. Não que ela fosse antissocial ou
algo do tipo, se ele ficasse em silêncio não haveria problema algum.
Porém, o que Dominick percebeu só alguns minutos depois, foi que o que lhe tiraria
a atenção de seus livros não seria algum barulho feito pelo rapaz que acabara
de se sentar e sim seus olhos castanhos, sua barba por fazer e o perfume que
emanava pelo ar.
Continua...

.png)