Um dia ela tinha sido FODA. Causado inveja e alvoroço. E o melhor (ou pior) de tudo, era que ela não fazia nenhum esforço para isso. Apenas seguia a voz que gritava dentro de si, mandando ser diferente. Mandando ela se expressar da forma que ninguém mais o fazia, mandando ela sonhar os sonhos que ninguém ousava sonhar. Seu brilho encantava alguns e ao mesmo tempo queimava os olhos de outros. Ela sabia disso e justamente por esse motivo, entre todas, era sua maior fã.
Um dia as consequências de seus próprios sonhos ofuscaram seu brilho e quase apagaram a chama de sua "fodisse". Até que num sábado a noite muito mais ou menos uma de suas antigas fãs (nossa, ela ainda tinha fãs? Um dia teve? Tudo aquilo não fizera parte apenas de seus delírios?) lhe abordou e lembrou quem ela foi, quem ela é e sempre será.
Por que o que nasce com você nunca será arrancado.
Esse é mais um texto que não tem a menor pretensão de fazer sentido. Aqui o que vale é fazer os sentimentos conversarem com as palavras e juntos formarem linhas de retrato ou autorretrato para serem interpretados de acordo com a sensibilidade de quem lê.

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